A OBSERVADORA ARTE URBANA

A população que mora nos principais centros urbanos presencia um paradoxo artístico. Poucas vezes há tempo disponível para observar o que se passa ao redor, tanto pessoas a sua volta quanto a arte presente nas ruas.
Diferentemente da população, a arte urbana – bela e estática, vívida e singular – aparentemente observa, de forma serena, o movimento adiante.

Muito ou pouco fluxo. A arte pode se apresentar como uma observadora de tudo e de todos os que passam a sua frente, sem se incomodar se o ato é recíproco. Apenas observa.
A arte é capaz de inspirar e passar um exemplo, para que as pessoas se lembrem de algo ou alguém.

De forma estática encanta, mas nem sempre convence que está ali para motivar.
A arte também se faz presente para provocar a observação. Para fazer com que, além de admirar a obra em si, as pessoas aprendam a contemplar tudo que rodeia a cada indivíduo, antes que a própria vida se passe diante dos olhos.

Observe! Reflita sobre tudo o que há em sua volta! Admire e critique. Só não deixe os detalhes que tornam a vida mais bela passarem despercebidos diante de seus olhos!
Assim como um rio que não para, o tempo não volta. Além do mais, não se pode ficar preso ao passado, pois só o que resta é o futuro.


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