Uma introdução ao Dia da Toalha e seu legado

O Dia da Toalha é uma importante data para nerds, fãs de cultura POP, geeks, entusiastas da ficção científica (neste caso, com comédia), entre outros fãs de literatura, cinema e games. Também conhecido como Dia do Orgulho Nerd - embora muita gente não goste de se referir a este dia desta forma - 25 de maio é uma data para ostentarmos as nossas toalhas e mostrarmos que, em nossas viagens literárias, não somos mochileiros desprevenidos.
O Dia da Toalha é comemorado há exatos 20 anos. A data surgiu como uma homenagem, dias após a morte do escritor Douglas Adams (★11 de março de 1952 - ✞11 de maio de 2001), autor da série radiofônica e literária - que também virou filme - "O Guia do Mochileiro das Galáxias", livro este, que para muitos, é o principal na cabeceira dos nerds (ou geeks).
Para começar a escrever algo, pensei em pesquisar um pouco sobre o que já há publicado na internet e encontrei muito conteúdo relevante! - mesmo! - Pensei então em destacar alguns conteúdos legais dentre os que vi, para assim apresentar um pouco da importância desta data querida a quem não a conhece, além de mostrar um olhar diferenciado a quem já conhece. Para acessar aos conteúdos, é só clicar nas palavras com links.
Douglas Adams e do Dia da Toalha
É impossível falar nesta data sem citar Douglas Adams, embora o Dia da Toalha remeta a muito mais coisas do que o "Guia do Mochileiro das Galáxias". Porém, neste ano a homenagem se intensifica, afinal, completou duas décadas de seu precoce falecimento. Muitas curiosidades e detalhes de sua vida são facilmente encontrados na internet, assim como listas de suas obras literárias. O legado de Adams inspira gerações e consegue se perdurar por décadas, influenciando diversos autores e artistas.
Além do Guia, Douglas Adams criou e participou da criação de diversas obras aclamadas pelos fãs da Cultura POP, como por exemplo, a série Dr. Who ou então, o livro que inspirou a série da Netflix, Dirk Gently's Holistic Detective Agency.
Adams iniciou a série de livros do Guia com uma ótima definição do Planeta Terra:
"Muito além dos confins inexplorados da região mais brega da Borda Ocidental desta Galáxia, há um pequeno sol amarelo e esquecido.
Girando em torno deste sol, a uma distância de cerca de 148 milhões de quilômetros, há um planetinha verde-azulado absolutamente insignificante, cujas formas de vida, descendentes de primatas, são tão extraordinariamente primitivas que ainda acham que relógios digitais ainda são uma grande ideia.
Este planeta tem – ou melhor, tinha – o seguinte problema: a maioria de seus habitantes estava quase sempre infeliz. Foram sugeridas muitas soluções para esse problema, mas a maior parte delas dizia respeito basicamente à movimentação de pequenos pedaços de papel colorido com números impressos, o que é curioso, já que no geral não eram os tais pedaços de papel colorido que se sentiam infelizes".
Ouça à narração completa da introdução do primeiro livro - E outras passagens também!
O Guia dos Mochileiros da Galáxia e seu legado
Na minha humilde opinião, o Guia é um livro muito mais filosófico do que muitos imaginam, e de fato me fez pensar muito a respeito da vida, do universo e tudo mais. Através de reflexões feitas pelos personagens, ou passagens inusitadas, me fez analisar o quanto a vida é breve e, de certa forma, sem sentido, afinal, vivemos em busca do propósito da vida. As reflexões levantadas na série podem influenciar positivamente em âmbito pessoal e profissional.
“Ser contemporâneo é voltar a um presente no qual nunca estivemos” - Giorgio Agamben
Em minha busca por inspiração para escrever, encontrei um texto, muito bom, que faz um paralelo entre o Guia e o conceito do Contemporâneo. Esse ensaio apresenta como o personagem sai de sua realidade - literalmente, pois este saiu do tempo e espaço em que vivia - para assim começar a refletir sobre a sua antiga vida.
O Guia consegue reunir, de forma cômica mas sem perder a seriedade, diversos temas e com uma visão que não costuma ser discutida no dia a dia, como filosofia, física, ciências, política, biologia e até religião.
O Guia Nos Diz a Respeito de viagens no tempo:
O problema maior é simplesmente gramatical, e a principal obra a ser consultada sobre esta questão é o tratado do Dr. Dan Streetmentioner, Manual dos 1001 Tempos Gramaticais para o Viajante no Tempo. Ensina, por exemplo, a descrever algo que estava prestes a acontecer com você no passado antes de você evitá-lo pulando no tempo para dois dias depois com a intenção de evitá-lo. O evento é descrito distintamente conforme você esteja referindo-se a ele do seu ponto natural no tempo, de uma época no futuro posterior ou numa época no passado posterior ao evento e posteriormente vai ficando mais e mais complicado caso você esteja viajando de cá para lá no tempo na tentativa de tornar-se seu próprio pai ou sua própria mãe.
A maioria dos leitores chega até o Futuro Semicondicional Subinvertido Plagal do Pretérito Subjuntivo Intencional antes de desistir; e de fato, em edição mais recente desse livro, as páginas subseqüentes têm sido deixadas em branco para economizar custos de impressão.
Leia mais sobre viagens no tempo e espaço cliclando aqui.
Dia da Toalha como uma homenagem à Cultura POP
Não somente uma homegem a Douglas Adams, o Dia da Toalha se tornou uma data para celebrarmos tudo o que é considerado geek, isso vai de livros, HQs e filmes até jogos, itens colecionáveis e também músicas. O que outrora fora chamado de "coisa de nerd" hoje é visto como elementos da "Cultura POP".
O dia 25 de março também é marcado pelo lançamento do primeiro filme da saga Star Wars, em 1977. Tão importante quanto a obra de Douglas Adams, a série também se destaca por tratar de temas como política, sociedade, tecnologia, ciências, entre outros.
Me considero uma pessoa de sorte por ter contato com tais elementos desde a minha infância. Gosto até hoje dos meus quadrinhos, jogos e livros. Eles me ajudaram, e ainda ajudam, a enxergar o mundo de uma forma mais crítica, pois assim como uma fábula utiliza animais com características humanas para ilustrar algum fato ou analogia, a literatura de ficção fantástica, na maior parte das vezes, também apresenta fatos de nosso cotidiano com um olhar externo, que nos permite profunda reflexão.






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